Peixes reintroduzidos serão acompanhados por telemetria

Por Gea1, ICMBio – em, 31/10/2019

Ação faz parte de parceria entre vários órgãos dentro das atividades do PAN Paraíba do Sul.

Peixes passaram por uma rápida cirurgia para introduzir um radiotransmissor (ou chip) em sua musculatura. (Foto: Acervo Furnas)

Uma articulação entre o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais (Cepta), Ibama, Projeto Piabanha e Furnas Centrais Elétricas S/A propiciou a reintrodução de 80 indivíduos de quatro espécies de peixes, três delas ameaçadas de extinção. A ação faz parte do PAN Paraíba do Sul, coordenado pelo Cepta, do ICMBio. O evento de soltura dos peixes aconteceu no dia 17 de outubro, no município de Sapucaia, no Rio de Janeiro, na jusante da barragem da UHE Anta, na bacia do rio Paraíba do Sul. Segundo o presidente do ICMBio, Homero Cerqueira, parcerias são fundamentais e decisivas para proteger e conservar as espécies.

Uma semana antes da soltura, os peixes passaram por uma rápida cirurgia para introduzir um radiotransmissor (ou chip) em sua musculatura. Depois, os peixes permaneceram em tanques na Estação de Piscicultura do Projeto Piabanha, em Itaocara/RJ, sob constante observação dos técnicos. Essa marcação foi autorizada pelo Ibama e, agora, eles serão acompanhados por telemetria. A coordenadora do PAN, Carla Polaz, explica que o monitoramento é uma oportunidade valiosa para conhecer mais sobre os padrões de movimento destas espécies, sobretudo, as ameaçadas de extinção e migradoras, considerando a existência da usina, reservatório, tomada de água e vertedouros.

As espécies soltas foram: 20 piabanhas (Brycon insignis), 20 surubins-do-paraíba (Steindachneridion parahybae), 20 grumatãs (Prochilodus vimboides) e 20 curimbatás (Prochilodus lineatus) – único peixe que não está na lista de espécies ameaçadas de extinção. Todos os peixes são provenientes e mantidos pelo Projeto Piabanha e parceiros. Os peixes foram soltos no Paraíba do Sul, já que ainda possui mata ciliar em bom estado de preservação e boas condições de qualidade da água.

Comunicação ICMBio
(61) 2028 9280

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